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Rastreamento de radiossondas
Acompanhamos as radiossondas lançadas em Santarém do momento em que sobem até o ponto em que caem.
Foto: ESA, projeto CarbonARA
O projeto
O perfil da atmosfera, na subida e na descida
Uma radiossonda é um pequeno conjunto de sensores preso a um balão. Enquanto sobe, mede temperatura, umidade e pressão e transmite os dados por rádio, junto com a posição obtida por GPS, de onde se calcula o vento. Quando o balão estoura, a sonda desce e continua transmitindo até perto do solo.
Conhecer o perfil vertical da atmosfera é essencial para que as previsões do tempo sejam precisas e confiáveis. Em Santarém, as sondagens de rotina são lançadas do aeroporto duas vezes por dia, às 9h e às 21h no horário local.
O laboratório opera um sistema de aquisição que recebe o sinal das sondas por telemetria durante todo o voo. Isso dá acesso aos dados em alta resolução, inclusive os da descida, que normalmente são descartados, e permite acompanhar a trajetória da sonda para localizá-la e recuperá-la depois da queda.
Objetivos
O que queremos responder
O objetivo geral é validar os perfis de radiossondagem observados em alta resolução, em especial os de descida, e caracterizar os padrões de vento em baixa, média e alta altitude. Os objetivos específicos são:
- comparar em detalhe os perfis atmosféricos das fases de subida e de descida;
- analisar o deslocamento horizontal das radiossondas durante o percurso;
- comparar os dados em alta resolução com a interpolação feita a partir dos níveis significativos, que é a forma como as sondagens costumam ser divulgadas.
Por que recuperar as sondas
As radiossondas comerciais são feitas para um único uso e, em geral, ficam onde caem. Como o rastreamento indica a posição da sonda até os últimos instantes do voo, é possível ir buscá-la. A sonda recuperada deixa de ser lixo eletrônico na floresta e vira material de estudo e de aula: os estudantes podem abrir o equipamento, entender os sensores e testar o seu reaproveitamento.
Ligação com outros projetos
Os perfis verticais ajudam a interpretar as medidas de torre e de aeronave do CarbonARA, porque mostram a altura da camada de ar próxima à superfície onde os gases emitidos pela floresta e pelas queimadas se misturam. Também servem para avaliar modelos de previsão numérica do tempo na região.
Fonte
Os dados do projeto estão no portal público de projetos de pesquisa do SIGAA/Ufopa, sob o título "Análise dos perfis verticais atmosféricos e rastreamento de radiossondagens em alta resolução no Oeste do Pará".